Casa cheia de benjamim e extensão é sintoma de projeto elétrico que ignorou a NBR 5410. A norma define o mínimo de tomadas de uso geral (TUGs) pela medida do cômodo:
- Quartos e salas: cômodo com mais de 6 m² pede 1 tomada a cada 5 m de perímetro (ou fração), distribuídas o mais uniformemente possível. Um quarto 3 x 4 m (14 m de perímetro) exige no mínimo 3 tomadas;
- Cozinha, copa e área de serviço: 1 tomada a cada 3,5 m de perímetro, e acima de bancada com 30 cm ou mais de largura, pelo menos 1 tomada — na prática, preveja 4 a 6 só na bancada da cozinha;
- Banheiro: no mínimo 1 tomada junto ao lavatório, a pelo menos 60 cm do limite do box;
- Cômodos até 6 m²: pelo menos 1 tomada.
Para o dimensionamento dos circuitos, a norma atribui 100 VA por TUG em quartos e salas, e 600 VA para cada uma das 3 primeiras tomadas de cozinha e área de serviço (100 VA para as demais) — é por isso que cozinha exige circuitos próprios e não pode pendurar tudo no circuito da sala.
Pensando em 2026, vá além do mínimo: cabeceira de cama com 2 tomadas + carregador USB de cada lado, painel da TV com 4 a 6, home office com 6, e uma tomada dedicada para micro-ondas, forno elétrico e lava-louças (equipamentos acima de 1.000 W merecem circuito exclusivo). Tomada extra na obra custa R$ 60 a R$ 120 instalada; depois do acabamento pronto, o mesmo ponto custa 3 a 4 vezes mais.