Primeiro, desfazendo o mito: piscina de sal também é piscina de cloro. O gerador (clorador salino) faz eletrólise do sal dissolvido e produz cloro continuamente dentro do próprio equipamento. A diferença é que você abastece com sal em vez de comprar cloro toda semana.
A concentração usada é de 4 a 6 gramas de sal por litro — cerca de 6 vezes menos que a água do mar; a água fica levemente adocicada, não irrita olhos nem resseca a pele como o cloro mal dosado. Para uma piscina de 30 mil litros, a carga inicial é de uns 150 kg de sal (R$ 2-3 por kg do sal próprio para piscina), com reposição pequena ao longo do ano, já que o sal não evapora.
A conta financeira em 2026:
- Gerador de cloro salino: R$ 3.500 a R$ 8.000 instalado, conforme o volume da piscina;
- Célula eletrolítica: troca a cada 3 a 5 anos, R$ 1.500 a R$ 2.500;
- Economia em químicos: R$ 80 a R$ 150 por mês em relação ao cloro tradicional.
Ou seja, o payback fica entre 3 e 5 anos — e o maior ganho é de conveniência e constância: o cloro é gerado todo dia, sem os altos e baixos de quem esquece a pastilha. Atenção: o sal não dispensa o controle semanal de pH e alcalinidade (a eletrólise tende a subir o pH), e casas de máquina com ferragem exposta pedem cuidado extra com corrosão.