Sua conta tem dois blocos principais: a TE (tarifa de energia, o que você consome) e a TUSD (o uso da rede da distribuidora). Sobre isso incidem ICMS, PIS/COFINS e a contribuição de iluminação pública. Nas bandeiras tarifárias, a vermelha adiciona da ordem de R$ 4 a R$ 8 a cada 100 kWh — em meses de bandeira vermelha, reduzir chuveiro e ar-condicionado pesa dobrado. Com impostos, o kWh residencial em 2026 fica em torno de R$ 0,90 a R$ 1,10 na maioria das distribuidoras.
Para descobrir o gasto de cada aparelho, use a fórmula: kWh = potência (W) x horas de uso por mês ÷ 1.000. Exemplos com kWh a R$ 1,00:
- Chuveiro 5.500 W, 40 min/dia: 110 kWh = R$ 110/mês;
- Ar-condicionado 9.000 BTU inverter, 8 h/noite: 90-130 kWh = R$ 90 a R$ 130;
- Geladeira duplex nova: 45-60 kWh = R$ 45 a R$ 60;
- Lâmpada LED 9 W, 5 h/dia: 1,4 kWh = menos de R$ 2.
Ou seja: trocar lâmpada ajuda pouco; o dinheiro grande está em chuveiro elétrico e climatização. Reduzir o banho de 15 para 8 minutos ou usar a chave "verão" no calor corta 30-40% do custo do chuveiro. E confira na conta a leitura anterior e atual do medidor: se o consumo saltou sem mudança de hábito, fotografe o relógio e compare — erro de leitura se contesta na distribuidora com direito a refaturamento.